À Distância também se Aprende

Marta Barroso

Segunda-feira, Maio 28, 2007

Criação de E-Conteúdos Educativos para E-Learning.

        Sendo que uma das características da Educação a Distância é a necessidade de mediatizar a transmissão de conhecimentos. Assim sendo, actualmente fala-se muito de e-conteúdos, conteúdos digitais e até objectos de aprendizagem. Foi neste intuito que a no dia 18 de Maio de 2007 na V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, numa das sessões concorrentes a Engenheira Ana Dias e a Dra. Lia Oliveira referiram a importância da criação de e-conteúdos e-learning.

Eng. Ana DiasAna Dias, salientou que  o desenvolvimento das tecnologias exige uma transferência de conhecimentos cuidada, pelo que é fundamental preparar os formadores/autores para o ambiente virtual no qual virão a desempenhar as suas funções. Neste sentido, criou-se o curso de “concepção de econteúdos para e-learning,”. O presente curso procura, assim, desenvolver o sentido de construção intercultural da sociedade global da era da informação, através da construção comum de um saber prático no domínio do e-learning.A aplicação informática para concepção de conteúdos - Ferramenta de Autor para Professores, é baseada nesta estrutura de suporte, para que não sejam necessárias grandes adaptações para as várias áreas temáticas e cenários de aprendizagem. O Repositório de Objectos de Aprendizagem é a aplicação informática que permite organizar e gerir os ditos “objectos de aprendizagem” que se constituem como os e-conteúdos modeláveis nos mais diversos e-cursos. Os conteúdos podem assim ser desenvolvidos na ferramenta de autor, constituindo objectos de aprendizagem multimédia, que são classificados utilizando já um sistema de metadados (Dublin Core), podendo ser directamente exportados para o Repositório de Objectos de Aprendizagem Multimédia.

Dra. Lia OliveiraNo que se refere aos Objectos de Aprendizagem, a Dra. Lia Oliveira, referiu que estes podem ser: uma pequena (menos de uma hora), fechada, experiência de aprendizagem, através da interacção Homem-Computador.  Posteriormente estes conteúdos podem ser modelados em e-cursos, empacotados de acordo com as normas (SCORM) e integrados em LMS (como a Moodle e o Blackboard) para oferecer Cursos ou Unidades Curriculares em modalidade e-learning, b-learning e até presencial. Os cursos e-learning ou as unidades curriculares assim modelados podem ser implementados em qualquer plataforma e-learning (desde que a criação dos e-conteúdos e as plataformas utilizadas sigam as normas standards internacionais).

posted by marta at 2:37 pm  

Sábado, Maio 26, 2007

A docência presencial e on-line e o desafio comunicacional da cibercultura.

        No dia 17 de Maio de 2007, na sessão de abertura da V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação – Challenges 2007 -, tivemos a oportunidade de receber o Dr. Marco Silva da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro).

Dr. Marco SilvaO Dr. Marco Silva é um Sociólogo da Educação que se apaixonou pelas TIC e pela cibercultura. Autorde três livros:”Sala de aula interactiva” (Quartet, 4ª Ed. 2006), onde potencia as tecnologias como uma nova competência educacional; “Educação on-line” (Loyola, 2ª Ed. 2006), “Avaliação da aprendizagem em educação on-line” (Loyola, 1ª Ed. 2006).Actualmente está cada vez mais a desenvolver-se a docência on-line na sala de aula interactiva. Este tipo de ensino revela quatro dimensões importantes, a altura, a largura, a operatividade e a interactividade (inteligência colectiva).O Dr. Marco Silva referiu as ideias de três investigadores que criticam a pedagogia da transmissão:

freire1.jpg- Para Paulo Freire, “a educação autêntica não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B”; Ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção e construção.

 levy.jpg- Pierre Lévy, refere que a escola é uma instituição que há 5000 mil anos se baseia no falar-ditar do mestre, ou seja, durante 5000 mil anos houve a petrificação de um modelo; A principal função do professor não pode ser mais a difusão de conhecimento, mas deve ser feito de forma mais eficaz por outros meios.

barbero.jpg- Jesús Martin Barbero, afirma que os professores só sabem raciocinar na transmissão linear separando emissão e recepção; aumentam o hiato entre a experiência cultural de que falam os professores e aquela outra de onde aprendem os alunos. Por esse facto os alunos querem uma nova postura comunicacional do professor. Sendo que o que há de mais precioso numa sala de aula é a participação colaborativa, que visa formar um cidadão consciente.         

Os fundamentos da interactividade são:

- A participação – intervenção: O professor pressupõe a participação e a intervenção do aprendiz. Participar é muito mais que responder “sim” ou “não”;

- Bidirecionalidade – Hibridação: Comunicar pressupõe o recurso ao emissor-receptor. A comunicação é a produção conjunta da emissão e da recepção;

- Permutabilidade – Potencialidade: O emissor disponibiliza a possibilidade de múltiplas redes articulatórias. Ele não propõe uma mensagem fechada, ao contrário oferece informação em redes de conexões permitindo ao receptor ampla liberdade.         O professor disponibiliza múltiplas experimentações e expressões, disponibiliza uma montagem de conexões em rede que permite múltiplas ocorrências, é um formulador de problemas, um provocador de situações, um arquitecto de percursos e um mobilizador da experiência do conhecimento.         Na sala de aula on-line, equipada com diferentes interfaces (chat, blog, fórum, videoconferência, audioconferência, portefélio), o professor pode criar interactividade.O professor ao tornar o ambiente virtual portador de: intertextualidade (conexões com outros sites ou documentos), intratextualidade (conexões no mesmo documento), multivocalidade, usabilidade, integração de várias linguagens: Viabiliza e incentiva a comunicação síncrona (chat, videoconferência); Disponibiliza webmaps, mapas conceptuais, simulações e objectos de aprendizagem; Promove a autoria cooperativa de criar instrumentos e critérios de avaliação; E promove a avaliação contínua.        

Todos estes aspectos são passíveis de serem realizados em ambiente on-line, onde todos estão a ser avaliados por todos.         Como forma de conclusão o Dr. Marco Silva salientou que a inclusão digital é algo de complexo, pois de facto, é necessário ir para além dos e-mail, do imposto de renda, da procura de emprego. Com a inclusão digital temos a possibilidade de utilizar a informática on-line, como cibercidadão, ou seja, temos a possibilidade de sermos cidadãos interactivos.

posted by marta at 3:06 am  

Domingo, Maio 13, 2007

Ferramenta de concepção de e-conteúdos para e-learning (EXE)

Ferramenta de Concepção de E-conteúdos para E-LearningNo dia 11 de Maio de 2007, durante a aula de Educação à Distância (Mestrado em Educação-especilização em Tecnologia Educativa), tivemos a oportunidade de receber a visita da Eng. Ana Dias, cujo objectivo foi apresentar um projecto que  tem como objectivo o desenvolvimento de recursos didácticos. Para isso estão associadas duas tecnologias, a primeira é a ferramenta de autor para a concepção de e-conteúdos (EXE) e um repositório de conteúdos e-learning. A segunda tecnologia é o desenvolvimento de um curso de formação à distância tendo como objectivo a criação de e-conteúdos e –learning. No que se refere ao repositório, este será um repositório sedeado nos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Actualmente este repositório ainda não possui um título definitivo, mas no entanto, o título aproximar-se-á de “Repositório e-Learning” ou “Repositório de Conteúdos Educativos”.

A ideia principal deste projecto é a produção de conteúdos, isto é objectos de aprendizagem de áreas diversas (por exemplo por professores), utilizando algumas normas. Sendo que estes objectos se possam congregar e depositar num repositório. Ou seja, através da utilização de algumas ferramentas de compactação de conteúdos, os objectos de aprendizagem que se juntam, formam um conteúdo ainda maior, formando pacotes de conteúdos. Todas estas tarefas estariam baseadas em normas (exemplo Scorm) e entrariam num LMS (Moodle, Blackboard). Em suma, inicialmente temos um autor de e-conteúdos, que vai criar e-conteúdos a partir da ferramenta de autor, seguidamente colocará esses e-conteúdos no repositório. Após esta colocação dos e-conteúdos no repositório. Estes poderão ser utilizados consulta por parte de formandos mas também para utilização pelo professor na aula. 

Após a apresentação do projecto e da respectiva ferramenta, tivemos a oportunidade de poder experimenta-la e analisá-la. Sendo que através das nossas sugestões e opiniões esta ferramenta possa ser melhorada.

posted by marta at 9:38 am  

Domingo, Maio 13, 2007

Blogs: Um recurso e uma estratégia pedagógica

O termo “blog” é a abreviatura do termo original  da língua inglesa “weblogs”.

O Termo weblog foi utilizado pela primeira vez em 1997 por Jon Barger. De forma geral, um weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada com grande frequência através da colocação de mensagens e apresentadas de forma cronológicas, sendo as mensagens mais recentes apresentadas em primeiro lugar.

É de salientar que o inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee é também o criador do primeiro weblog.

É possível encontrar milhares de blogs na internet abrangendo toda a diversidade de temas, dos mais específicos aos mais gerais.

O sucesso dos blogs está associado provavelmente ao facto de constituírem espaços de publicação na web, facilmente utilizáveis por internautas sem conhecimentos de construção de websites, e frequentemente sem custos para os criadores.

- Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:

. um espaço de acesso a informação especializada;

. um espaço de disponibilização de informação por parte do professor.

- Enquanto estratégia pedagógica, os blogs podem assumir a forma de:

. um portefólio digital;

. um espaço de intercâmbio e colaboração;

. um espaço de debate;

. um espaço de integração.

Em suma e corroborando com a opinião da Dra. Maria João Gomes sobre o desenvolvimento dos blogs: “não estamos perante uma moda passageira mas sim perante um novo recurso que pode suportar diversas estratégias de ensino e de aprendizagem”.

VII Simpósio Internacional de Informática Educativa - SIIE05

Leiria, Portugal, 16-18 Novembro de 2005

Maria João Gomes, Universidade do Minho. 

posted by marta at 8:52 am  

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