À Distância também se Aprende

Marta Barroso

Quinta-feira, Junho 28, 2007

O Podcast

O termo podcast é relativamente novo e surgiu em 2004 por Adam Curry (DJ) e Dave Winer (criador de software) que criaram um programa que permitia descarregar automaticamente transmissões de rádio na Internet para os iPods (Moura e Carvalho, 2006a). Por ser uma tecnologia relativamente nova, ainda com muitas possibilidades a serem exploradas, o seu conceito ainda se encontra muito ligado a disponibilização de programação musical dado que a definição de podcasting é resultante da soma das palavras Ipod e broadcasting. Porém esta realidade tem vindo a alterar-se dada a utilização do podcasting em várias áreas do saber, seja eles no âmbito dos negócios para disponibilizar reuniões, programas de telejornais e entretenimento, programas de carácter científico e, actualmente, utilizado na educação para transmissão de aulas e formação a distância. A popularidade desta tecnologia é cada vez mais crescente nos EUA, Europa e até mesmo nos países em desenvolvimento como o Brasil. O podcast surge como uma tecnologia alternativa de auxílio ao ensino tanto presencial (Moura & Carvalho, 2006a) como a distância (Moura & Carvalho, 2006b), pois permite disponibilizar materiais didácticos como aulas, documentários e entrevistas em formato áudio que podem ser ouvidos a qualquer hora e em diferentes espaços geográficos. O podcast tem uma série de atributos que podem ser aproveitados por uma grande quantidade de pessoas que precisam de formação, mas que dispõem de pouco tempo para leitura e formação.

Segundo Vilatte (2005) “cada ano os nossos alunos estão mais motivados para as tecnologias informáticas e menos motivados para os métodos tradicionais de ensino. Para conseguir cumprir a nossa missão de formar os alunos, temos a obrigação de adaptar os nossos métodos de ensino às novas tecnologias”.

Segundo:  João Batista Bottentuit Junior Faculdade de Ciências, Universidade do Porto Clara Coutinho, Ana Amélia Carvalho e Sónia Cruz

Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho

Seguidamente será apresentado um vídeo explicativo sobre o Podcast.

 

 

 

posted by marta at 10:49 am  

Domingo, Junho 24, 2007

E-Learning dos conceitos às perspectivas de desenvolvimento.

Introdução ao E-Learning

Numa era dominada pelas novas tecnologias, em que grande parte da população mundial possui um computador pessoal e utiliza a Internet, surge uma forma inovadora de ensino a distância - o e-learning - em que o formando, sem necessidade de se deslocar do seu local de trabalho, no conforto de sua casa ou em qualquer outro lugar, pode evoluir na sua formação pessoal ou profissional. Conhecer as vantagens e estar atento às desvantagens do e-learning é fundamental para poder aproveitar ao máximo esta nova forma de formação.

E-Learning como oportunidade de negócio

Nos últimos anos, o mercado do e-learning tem crescido de uma forma estrondosa, sendo várias as empresas que oferecem produtos e serviços direccionados para este tipo de formação a distância e várias as empresas que adoptam o e-lerning como motor do desenvolvimento dos seus negócios. Visando aumentar a eficácia dos processos de formação, na perspectiva de oportunidade de negócio, as inúmeras decisões a tomar exigem uma análise cuidada e detalhada. O valor do E-Learning.

O mercado actual está sempre a mudar e as práticas de gestão têm evoluído de forma galopante, pelo que é necessária uma formação permanente que permita acompanhar essa evolução. Contudo, quando uma empresa, ou uma instituição, decide implantar uma solução de e-learning, tem de ter em conta o retorno do investimento (ROI). É necessário que o e-learning se centre no negócio e que o papel que ele assume na cadeia de valor da empresa seja destacado.Futuro do E-Learning.

O e-learning deve ser encarado como uma solução estratégica para as empresas. Para que isso aconteça, há ainda várias questões em aberto para as quais esta obra pretende alertar. Qual o futuro de integração do e-learning com o software empresarial? Que standards irão vingar e porquê? Que perspectivas tem o e-learning sobre dispositivos móveis? As respostas a estas questões são fundamentais para o futuro desta solução.Para mais informações: http://www.spi.pt/madilearning/default.htm

posted by marta at 3:25 am  

Sexta-feira, Junho 22, 2007

O E-Learning segundo Carlos Vaz de Carvalho

Fotografia de Carlos Vaz de Carvalho Carlos Vaz de Carvalho é Licenciado e Mestre em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Doutorado em Sistemas e Tecnologias da Informação pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho.Actualmente, é director de E-Learning do Instituto Superior de Engenharia do Porto, tendo dirigido, entre 1997 e 2000, a Unidade de Ensino a Distância do Instituto Politécnico do Porto. Professor adjunto do Departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior de Engenharia do Porto desde 1994, preside hoje a este departamento. É autor de mais de 50 artigos e comunicações nesta área, destacando-se o livro Evaluating E-Learning, no âmbito do projecto europeu GALECIA. Resumo da participação numa Aula Aberta do Dr. Carlos Vaz de Carvalho na Universidade Católica Portuguesa no dia 09 de Junho de 2007 (11h- 13h).

1- Definição: 

E-Learning é um processo planeado em que o ensino/aprendizagem ocorrem em momentos diferentes e são suportados por plataformas tecnológicas de informação e comunicação, pelo que exige técnicas pedagógicas especiais. O mesmo acontece quando um processo de formação combina, de forma relevante, actividades presenciais com actividades on-line através de Blended Learning.- A eficácia destas metodologias depende essencial e fundamentalmente da capacidade do autor/tutor em conceber, estruturar e gerir conteúdos e actividades adequadas ao contexto de formação (alunos, objectivos de aprendizagem, tecnologia), definindo um trajecto de aprendizagem significativa.- O E-Learning é diferente da Educação à Distância:. E-learning integra à distância o aluno em grupo de aprendizagem;. Enuquanto na Educação à Distância o aluno está sozinho em casa. 

- O E-learning é flexível em termos de tempo, espaço e curricula.  2) Os componentes do E-learning são:

 Componentes do E-Learning

- A Web vai deixar de ser unidireccional, através de vários processos que permitem aos utilizadores serem activos (blog, youtube,…). Ou seja, pressupõe da parte do utilizador um domínio de um certo tipo de ferramentas. Vai haver um acréscimo da utilização de ferramentas da Web 2.0 para o E-learning. 3) Modelos de E-Learning:        

. Tutorial baseado em conteúdos.Processo linear como a Educação à Distância (vêm-se conteúdos, faz-se teste de avaliação).        

. ComunicaçãoSíncrona ou assíncrona que replicam o sistema real do professor.        

. Ambiente de Ensino distribuído.

Sistema que permite ter acesso no mesmo espaço a várias ferramentas.

Modelos de e-learning. 4) Concepções sobre o e-learning. Seguidamente serão apresentadas algumas concepções sobre o e-Learning tidas pelas instituições: 

O E-learning permite, com os mesmos custos, formar muitos mais alunos;  A taxa sucesso do e-learning é maior, devido à motivação dos alunos;  O e-learning permite aprender em qualquer lugar e em qualquer momento, até em movimento;  E-learning é fácil e barato: Basta instalar uma ferramenta e colocar as aulas na Web; Os professores irão adaptar-se facilmente ao e-learning.  Concepções tidas pelos professores sobre o e-learning:     

 - Com o e-learning vão ser necessários menos professores;  O e-learning é para os professores mais jovens; Os professores do ensino superior adoram trabalhar com tecnologia;  A educação presencial é sempre melhor;  É necessário mais tempo para o e-learning do que na formação presencial;  O meu trabalho (conteúdos) vai ser roubado e usado por toda a gente;  Incentivos profissionais são importantes para motivar os professores; Algumas concepções tidas pelos alunos sobre o e-learning:        

- Os alunos não necessitam de formação porque são motivados para aprender com tecnologia;  Os alunos gostam de aprender através do computador;  É importante é motivador para os alunos que os cursos tenham animações, vídeo e áudio. Os alunos gostam de aprender no seu tempo livre. 

5) A Adaptabilidade do E-learning. - Solução para algumas pessoas;- Solução para algumas organizações;- Soluções para algumas idades;- Solução para alguns contextos sociais; 

6) Metodologias de desenvolvimento. - “Instructional Design é um processos sistemático de aplicação de princípios genéricos de aprendizagem e instrução no planeamento de materiais de aprendizagem” (Sara Mc Neil, University of Houston).

Metodologia

1- Análise: Fazer levantamento de necessidades; definir metas de aprendizagem para o curso; seleccionar estratégias de ensino/aprendizagem adequadas ao curso, ao público alvo e à própria instituição. 

2- Concepção: Pré-requisitos que o aluno deve possuir antes de iniciar a aprendizagem; objectivos de aprendizagem para cada unidade; Identificar e sequenciar os passos de aprendizagem necessários para atingir os objectivos; desenvolver os métodos de avaliação que demonstram que o aluno atingiu os objectivos. 

3- Desenvolvimento: Listar as actividades que irão ajudar os alunos a atingir os objectivos; seleccionar a metodologia de distribuição; Desenvolver/reutilizar os materiais formativos; sintetizar e sequenciar os recursos de forma a constituir um curso. 

4- Implementação: Criar um plano de gestão do curso. 

5- Avaliação: Rever e avaliar cada fase.

 

posted by marta at 4:36 pm  

Sexta-feira, Junho 15, 2007

Formação avançada em Tecnologias no Instituto de Tecnologias avançadas para a formação, lda.

O ITA é uma instituição que actua no mercado português, desde 1986, na área da formação profissional, como entidade formadora acreditada no domínio da formação a distância, e que desde a sua fundação opera na área das “Tecnologias da Informação”.
 
No âmbito do POSC – Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento, inserido nas medidas desconcentradas, o ITA – Instituto de Tecnologias Avançadas para a Formação, Lda, apresenta um conjunto de cursos para a promoção das tecnologias, através de diferentes ferramentas.
 
O presente Plano de Formação designado “Formação Avançada em Tecnologias” apresenta diferentes acções em formato blended learning, com 25% de sessões presenciais e 75% a distância, nas zonas do Algarve, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Norte.

1- INFORMAÇÕES GERAIS

DESTINATÁRIOS

Os presentes cursos destinam-se a:

  • Activos empregados

  • Com qualificação de nível IV/V (Bacharelato/Licenciatura)

CARGA HORÁRIA
Acções de formação com a seguinte carga horária:

  • 25% do total de horas em formação presencial, com 2 sessões (5h/cada);

  • 75% do total de horas em componente de formação à distância (30h).

  • 4,5h de tutoria síncrona por cada curso/acção

  • 25,5 de Tutoria assíncrona/Auto-Estudo

RECURSOS PEDAGÓGICOS
Recursos pedagógicos assíncronos
Para cada curso/acção, são distribuídos aos formandos os seguinte materiais pedagógicos:

- Um CD-ROM com as lições referentes a todo o conteúdo do módulo.
- Um manual com as matérias do curso/acção.

Para cada nível, os recursos on-line disponibilizados aos formandos através da Internet são os seguintes:

  • Lições em vídeo streaming

  • Actividades práticas

  • Testes de auto-avaliação

Visita o seguinte link sobre o Plano de Formação avançada da região Norte.

posted by marta at 9:11 am  

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Repositórios na Web

Na aula de Educação á Distância do dia 1 de Junho de 2007, a Profª. Maria João Gomes explicitou alguns dos conceitos referentes aos repositórios na Web.

Numa escola, o contexto quando falamos de repositório é: arquivar, disponibilizar na Web recursos multimédia organizados de uma forma sistemática. Ou seja neste contecto, estamos a falar de repositórios orientados em torno das comunidades escolares.

Ao nível das escolas vários repositórios podem fazer sentido:

- De carácter genérico (arquivo histórico, portefólio de registo);

- De carácter disciplinar (recursos de toda uma área disciplinar);

- De carácter documental/pedagógico

- Carácter documental/administrativo.

Uma das grandes qualidades que possuem os professores na educação, é a capacidade de apropriarem ferramentas que não são feitas para a educação, conseguindo adequa-las para determinado conteúdo.

Quando navegamos na Web, conseguimos encontrar diferentes tipos de repositórios:

- Repositórios que utilizam como suporte as páginas da Web,

- Repositórios de caráter geral para as várias disciplinas,

- Repositórios que recorrem a blogs,

Ou seja, verificamos que existem diferentes tipos de ferramentas utilizadas como repositórios que não foram especificamente pensadas para isso.

No entanto, existem também diversos tipos de sistemas específicos para o desenvolvimento de repositórios (o repositório da Universidade do Minho foi desenvolvido com uma ferramenta opensource).

Actualmente podemos encontrar ferramentas utilizadas para armazenar, disponibilizar e indexar conteúdos educativos. Neste contexto temos um misto entre Repositório e Directório. Por outro lado, à medida que os repositórios despertam interesse, o conceito torna-se pouco claro. Em suma podemos dizer que são perfis diferentes, pessoas diferentes que se movimentam em torno de um interesse comum.

O que é um repositório para um professor ou para alguém com uma perspectiva mais técnica?

Um repositório deve suportar mecanismos que permitam: importar, exportar, identificar, armazenar, disponibilizar bens digitais.

Ou seja, os repositórios são sistemas onde os conteúdos digitais são armazenados e podem ser pesquisados e consultados para uso futuro.

Assim sendo, esta questão dos repositórios torna-se um desafio para as escolas. As escolas têm de criar repositórios que possam integrar recursos de produção própria, por exemplo, há escolas que têm muitos materiais, conteúdos, exercícios intercativos, WebQuest, no entanto, a maior parte destes recursos estão dispersos e pouco sistematizados. É de salientar que já, várias escolas do Algarve criaram repositórios, onde já começaram a sistematizar e organizar os recursos. O mais difícil, prende-se com este aspecto: é necessário desenvolver cooperação e receptividade à crítica (ou seja, conseguir desenvolver práticas de colaboração entre os departamentos curriculares).

As grandes dificuldades na criação destes repositórios são:

- Falta de um repositório “central” que disponibilizem documentos que possam servir de suporte (ou seja, têm de ser licenciados);

- Inexistência de algumtipo de apoio jurídico (ou seja, formas de licenciamento), isso porque os professores não têm obrigação de saber tudas as coisas que se prendem com os direitos de autor. Muitas vezes seria importante, que já que temos de produzir conteúdos, ter também a quem recorrer para ter apoio jurídico.

- Falta de formação necessária, isso porque, nós professores estamos um pouco habituados a fazer tudo (conteúdo, informação, produto) e muitas vezes não conseguimos fazer com as melhores qualidades, porque não temos todas as competências necessárias.

Afim de colmatar estes aspectos a Dra. Maria João Gomes, propôs a seguinte ideia:

É necessário existir um portal (sistema) onde pudêssemos colectar os conteúdos educativos disponibilizados on-line com rigor científico e legalidade;  Seria importante termos acesso a algum tipo de acessoria; Ter apoio na produção dos conteúdos; inventariar software gratuito; e sobretudo criar sinergias entre as Universidades e as escolas de outros níveis de ensino.

Na segunda parte da aula tivemos a Oportunidade de receber o Dr. José Carvalho, que nos apresentou o repositório de conteúdos educativos que está actualmente a ser desenvolvido pela TecMinho.

Repositório TecMinho

  

posted by marta at 3:18 pm  

Segunda-feira, Junho 11, 2007

A evolução da Tecnologia

No seguinte link poderás observar a evolução dos computadores.

posted by marta at 2:19 pm  

Domingo, Junho 3, 2007

Alguns dos Posters apresentados durante o Challenges 2007

Durante o Challenges a grande maioria dos Posters afixados tratava da iniciativa Escola, Professores e Computadores Portáteis.

Seguidamente apresentamos links referentes a alguns dos posters apresentados.

- Escola em plena forma / plataforma

- Podcast “Era uma vez”

- Web 2.0 - Uma experiência em língua estrangeira

- Iniciativa Escola, Professores e Computadores Portáteis:

        . Escola E.B 2/3 de Paços de Ferreira,

        . Escola Secundária de Tomaz Pelayo

        . Escola Secundária Carlos Amarante

        . Escola secundária/3 de Vila Verde

posted by marta at 9:47 am  

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