À Distância também se Aprende

Marta Barroso

Domingo, Junho 3, 2007

Alguns dos Posters apresentados durante o Challenges 2007

Durante o Challenges a grande maioria dos Posters afixados tratava da iniciativa Escola, Professores e Computadores Portáteis.

Seguidamente apresentamos links referentes a alguns dos posters apresentados.

- Escola em plena forma / plataforma

- Podcast “Era uma vez”

- Web 2.0 - Uma experiência em língua estrangeira

- Iniciativa Escola, Professores e Computadores Portáteis:

        . Escola E.B 2/3 de Paços de Ferreira,

        . Escola Secundária de Tomaz Pelayo

        . Escola Secundária Carlos Amarante

        . Escola secundária/3 de Vila Verde

posted by marta at 9:47 am  

Segunda-feira, Maio 28, 2007

Criação de E-Conteúdos Educativos para E-Learning.

        Sendo que uma das características da Educação a Distância é a necessidade de mediatizar a transmissão de conhecimentos. Assim sendo, actualmente fala-se muito de e-conteúdos, conteúdos digitais e até objectos de aprendizagem. Foi neste intuito que a no dia 18 de Maio de 2007 na V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, numa das sessões concorrentes a Engenheira Ana Dias e a Dra. Lia Oliveira referiram a importância da criação de e-conteúdos e-learning.

Eng. Ana DiasAna Dias, salientou que  o desenvolvimento das tecnologias exige uma transferência de conhecimentos cuidada, pelo que é fundamental preparar os formadores/autores para o ambiente virtual no qual virão a desempenhar as suas funções. Neste sentido, criou-se o curso de “concepção de econteúdos para e-learning,”. O presente curso procura, assim, desenvolver o sentido de construção intercultural da sociedade global da era da informação, através da construção comum de um saber prático no domínio do e-learning.A aplicação informática para concepção de conteúdos - Ferramenta de Autor para Professores, é baseada nesta estrutura de suporte, para que não sejam necessárias grandes adaptações para as várias áreas temáticas e cenários de aprendizagem. O Repositório de Objectos de Aprendizagem é a aplicação informática que permite organizar e gerir os ditos “objectos de aprendizagem” que se constituem como os e-conteúdos modeláveis nos mais diversos e-cursos. Os conteúdos podem assim ser desenvolvidos na ferramenta de autor, constituindo objectos de aprendizagem multimédia, que são classificados utilizando já um sistema de metadados (Dublin Core), podendo ser directamente exportados para o Repositório de Objectos de Aprendizagem Multimédia.

Dra. Lia OliveiraNo que se refere aos Objectos de Aprendizagem, a Dra. Lia Oliveira, referiu que estes podem ser: uma pequena (menos de uma hora), fechada, experiência de aprendizagem, através da interacção Homem-Computador.  Posteriormente estes conteúdos podem ser modelados em e-cursos, empacotados de acordo com as normas (SCORM) e integrados em LMS (como a Moodle e o Blackboard) para oferecer Cursos ou Unidades Curriculares em modalidade e-learning, b-learning e até presencial. Os cursos e-learning ou as unidades curriculares assim modelados podem ser implementados em qualquer plataforma e-learning (desde que a criação dos e-conteúdos e as plataformas utilizadas sigam as normas standards internacionais).

posted by marta at 2:37 pm  

Sábado, Maio 26, 2007

A docência presencial e on-line e o desafio comunicacional da cibercultura.

        No dia 17 de Maio de 2007, na sessão de abertura da V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação – Challenges 2007 -, tivemos a oportunidade de receber o Dr. Marco Silva da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro).

Dr. Marco SilvaO Dr. Marco Silva é um Sociólogo da Educação que se apaixonou pelas TIC e pela cibercultura. Autorde três livros:”Sala de aula interactiva” (Quartet, 4ª Ed. 2006), onde potencia as tecnologias como uma nova competência educacional; “Educação on-line” (Loyola, 2ª Ed. 2006), “Avaliação da aprendizagem em educação on-line” (Loyola, 1ª Ed. 2006).Actualmente está cada vez mais a desenvolver-se a docência on-line na sala de aula interactiva. Este tipo de ensino revela quatro dimensões importantes, a altura, a largura, a operatividade e a interactividade (inteligência colectiva).O Dr. Marco Silva referiu as ideias de três investigadores que criticam a pedagogia da transmissão:

freire1.jpg- Para Paulo Freire, “a educação autêntica não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B”; Ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção e construção.

 levy.jpg- Pierre Lévy, refere que a escola é uma instituição que há 5000 mil anos se baseia no falar-ditar do mestre, ou seja, durante 5000 mil anos houve a petrificação de um modelo; A principal função do professor não pode ser mais a difusão de conhecimento, mas deve ser feito de forma mais eficaz por outros meios.

barbero.jpg- Jesús Martin Barbero, afirma que os professores só sabem raciocinar na transmissão linear separando emissão e recepção; aumentam o hiato entre a experiência cultural de que falam os professores e aquela outra de onde aprendem os alunos. Por esse facto os alunos querem uma nova postura comunicacional do professor. Sendo que o que há de mais precioso numa sala de aula é a participação colaborativa, que visa formar um cidadão consciente.         

Os fundamentos da interactividade são:

- A participação – intervenção: O professor pressupõe a participação e a intervenção do aprendiz. Participar é muito mais que responder “sim” ou “não”;

- Bidirecionalidade – Hibridação: Comunicar pressupõe o recurso ao emissor-receptor. A comunicação é a produção conjunta da emissão e da recepção;

- Permutabilidade – Potencialidade: O emissor disponibiliza a possibilidade de múltiplas redes articulatórias. Ele não propõe uma mensagem fechada, ao contrário oferece informação em redes de conexões permitindo ao receptor ampla liberdade.         O professor disponibiliza múltiplas experimentações e expressões, disponibiliza uma montagem de conexões em rede que permite múltiplas ocorrências, é um formulador de problemas, um provocador de situações, um arquitecto de percursos e um mobilizador da experiência do conhecimento.         Na sala de aula on-line, equipada com diferentes interfaces (chat, blog, fórum, videoconferência, audioconferência, portefélio), o professor pode criar interactividade.O professor ao tornar o ambiente virtual portador de: intertextualidade (conexões com outros sites ou documentos), intratextualidade (conexões no mesmo documento), multivocalidade, usabilidade, integração de várias linguagens: Viabiliza e incentiva a comunicação síncrona (chat, videoconferência); Disponibiliza webmaps, mapas conceptuais, simulações e objectos de aprendizagem; Promove a autoria cooperativa de criar instrumentos e critérios de avaliação; E promove a avaliação contínua.        

Todos estes aspectos são passíveis de serem realizados em ambiente on-line, onde todos estão a ser avaliados por todos.         Como forma de conclusão o Dr. Marco Silva salientou que a inclusão digital é algo de complexo, pois de facto, é necessário ir para além dos e-mail, do imposto de renda, da procura de emprego. Com a inclusão digital temos a possibilidade de utilizar a informática on-line, como cibercidadão, ou seja, temos a possibilidade de sermos cidadãos interactivos.

posted by marta at 3:06 am  

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