À Distância também se Aprende

Marta Barroso

Quinta-feira, Julho 5, 2007

Avaliação on-line segundo a Dra. Maria João Gomes.

Na sexta-feira dia 29 de Junho, na aula de Educação à Distância tivemos a oportunidade de esclarecer algumas dúvidas sobre como pode ser feita a avaliação on-line.         A avaliação é sempre um factor crítico, até mesmo no ensino presencial. Isso porque, os instrumentos utilizados são padronizados e uniformes, ou seja são iguais para todos os alunos (por exemplo os testes de avaliação). Isto faz com que as particularidades individuais sejam ignoradas. Acontece actualmente que a avaliação que queremos valorizar, é aquela que reconhece o percurso evolutivo do aluno, mas no entanto acabamos sempre por aferir um único momento de avaliação. O percurso do aluno nunca é reflectido, o mesmo acontece na avaliação on-line. O que acontece é que, na avaliação on-line temos o mesmo tipo de estratégias de avaliação do ensino presencial, mas não tem de ser forçosamente assim. Há outras oportunidades. Temos de pensar noutras alternativas para avaliar em contexto on-line.Temos muitas vezes a preocupação no ensino presencial e on-line de controlar a autenticidade, ou seja o não plagio das produções. Mesmo no dia a dia escolar confrontamo-nos muitas vezes com isso, ou seja, não podemos ter a garantia que determinado trabalho pertença aquele aluno. Este é um problema que muitas vezes nos colocamos. Pois nós, professores temos sempre a preocupação quando avaliamos de controlar a autenticidade do formando e a sua originalidade. Na avaliação on-line também os formadores são confrontados com os dois tipos de situações anteriores.Umas das alternativas já utilizadas com o intuito de avaliar os alunos on-line, são os momentos de comunicação síncrona. São momentos, que mesmo que assumam um carácter informal, permitem ao formador conhecer o estilo próprio de cada formando. Isso com uma certa continuidade no tempo ajuda-nos a construir o perfil do aluno. É esse perfil que nos permite, não com conhecimento, ir tendo a noção de que aquele formando é ele e não outra pessoa que entrou com o nome dele.          No entanto, existem ainda outras formas de avaliação tendo em conta as questões da autentificação e da identidade. É o exemplo dos portefólios digitais. Se olharmos todos para os nossos portefólios digitais, temos consciência que cada aluno tem uma temática preferida. Ou seja, coloca mais informações sobre essa temática. Este aspecto faz com que se crie um perfil do aluno e da sua competência.Através das reflexões críticas, que são também instrumentos importantes de avaliação, pois são de facto bastante personalizados.Um outro instrumento, é a utilização de Podcast. Hoje é tão fácil produzir e colocar ficheiros áudios que também é uma forma de autenticidade.Os professores têm uma grande capacidade em utilizar ferramentas que não são propriamente ditas da educação e adaptá-las á educação. O Podcast é mais um recurso pedagógico, e mais um instrumento que certifica a autenticidade dos alunos.

posted by marta at 2:58 pm  

Quinta-feira, Junho 28, 2007

O Podcast

O termo podcast é relativamente novo e surgiu em 2004 por Adam Curry (DJ) e Dave Winer (criador de software) que criaram um programa que permitia descarregar automaticamente transmissões de rádio na Internet para os iPods (Moura e Carvalho, 2006a). Por ser uma tecnologia relativamente nova, ainda com muitas possibilidades a serem exploradas, o seu conceito ainda se encontra muito ligado a disponibilização de programação musical dado que a definição de podcasting é resultante da soma das palavras Ipod e broadcasting. Porém esta realidade tem vindo a alterar-se dada a utilização do podcasting em várias áreas do saber, seja eles no âmbito dos negócios para disponibilizar reuniões, programas de telejornais e entretenimento, programas de carácter científico e, actualmente, utilizado na educação para transmissão de aulas e formação a distância. A popularidade desta tecnologia é cada vez mais crescente nos EUA, Europa e até mesmo nos países em desenvolvimento como o Brasil. O podcast surge como uma tecnologia alternativa de auxílio ao ensino tanto presencial (Moura & Carvalho, 2006a) como a distância (Moura & Carvalho, 2006b), pois permite disponibilizar materiais didácticos como aulas, documentários e entrevistas em formato áudio que podem ser ouvidos a qualquer hora e em diferentes espaços geográficos. O podcast tem uma série de atributos que podem ser aproveitados por uma grande quantidade de pessoas que precisam de formação, mas que dispõem de pouco tempo para leitura e formação.

Segundo Vilatte (2005) “cada ano os nossos alunos estão mais motivados para as tecnologias informáticas e menos motivados para os métodos tradicionais de ensino. Para conseguir cumprir a nossa missão de formar os alunos, temos a obrigação de adaptar os nossos métodos de ensino às novas tecnologias”.

Segundo:  João Batista Bottentuit Junior Faculdade de Ciências, Universidade do Porto Clara Coutinho, Ana Amélia Carvalho e Sónia Cruz

Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho

Seguidamente será apresentado um vídeo explicativo sobre o Podcast.

 

 

 

posted by marta at 10:49 am  

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Repositórios na Web

Na aula de Educação á Distância do dia 1 de Junho de 2007, a Profª. Maria João Gomes explicitou alguns dos conceitos referentes aos repositórios na Web.

Numa escola, o contexto quando falamos de repositório é: arquivar, disponibilizar na Web recursos multimédia organizados de uma forma sistemática. Ou seja neste contecto, estamos a falar de repositórios orientados em torno das comunidades escolares.

Ao nível das escolas vários repositórios podem fazer sentido:

- De carácter genérico (arquivo histórico, portefólio de registo);

- De carácter disciplinar (recursos de toda uma área disciplinar);

- De carácter documental/pedagógico

- Carácter documental/administrativo.

Uma das grandes qualidades que possuem os professores na educação, é a capacidade de apropriarem ferramentas que não são feitas para a educação, conseguindo adequa-las para determinado conteúdo.

Quando navegamos na Web, conseguimos encontrar diferentes tipos de repositórios:

- Repositórios que utilizam como suporte as páginas da Web,

- Repositórios de caráter geral para as várias disciplinas,

- Repositórios que recorrem a blogs,

Ou seja, verificamos que existem diferentes tipos de ferramentas utilizadas como repositórios que não foram especificamente pensadas para isso.

No entanto, existem também diversos tipos de sistemas específicos para o desenvolvimento de repositórios (o repositório da Universidade do Minho foi desenvolvido com uma ferramenta opensource).

Actualmente podemos encontrar ferramentas utilizadas para armazenar, disponibilizar e indexar conteúdos educativos. Neste contexto temos um misto entre Repositório e Directório. Por outro lado, à medida que os repositórios despertam interesse, o conceito torna-se pouco claro. Em suma podemos dizer que são perfis diferentes, pessoas diferentes que se movimentam em torno de um interesse comum.

O que é um repositório para um professor ou para alguém com uma perspectiva mais técnica?

Um repositório deve suportar mecanismos que permitam: importar, exportar, identificar, armazenar, disponibilizar bens digitais.

Ou seja, os repositórios são sistemas onde os conteúdos digitais são armazenados e podem ser pesquisados e consultados para uso futuro.

Assim sendo, esta questão dos repositórios torna-se um desafio para as escolas. As escolas têm de criar repositórios que possam integrar recursos de produção própria, por exemplo, há escolas que têm muitos materiais, conteúdos, exercícios intercativos, WebQuest, no entanto, a maior parte destes recursos estão dispersos e pouco sistematizados. É de salientar que já, várias escolas do Algarve criaram repositórios, onde já começaram a sistematizar e organizar os recursos. O mais difícil, prende-se com este aspecto: é necessário desenvolver cooperação e receptividade à crítica (ou seja, conseguir desenvolver práticas de colaboração entre os departamentos curriculares).

As grandes dificuldades na criação destes repositórios são:

- Falta de um repositório “central” que disponibilizem documentos que possam servir de suporte (ou seja, têm de ser licenciados);

- Inexistência de algumtipo de apoio jurídico (ou seja, formas de licenciamento), isso porque os professores não têm obrigação de saber tudas as coisas que se prendem com os direitos de autor. Muitas vezes seria importante, que já que temos de produzir conteúdos, ter também a quem recorrer para ter apoio jurídico.

- Falta de formação necessária, isso porque, nós professores estamos um pouco habituados a fazer tudo (conteúdo, informação, produto) e muitas vezes não conseguimos fazer com as melhores qualidades, porque não temos todas as competências necessárias.

Afim de colmatar estes aspectos a Dra. Maria João Gomes, propôs a seguinte ideia:

É necessário existir um portal (sistema) onde pudêssemos colectar os conteúdos educativos disponibilizados on-line com rigor científico e legalidade;  Seria importante termos acesso a algum tipo de acessoria; Ter apoio na produção dos conteúdos; inventariar software gratuito; e sobretudo criar sinergias entre as Universidades e as escolas de outros níveis de ensino.

Na segunda parte da aula tivemos a Oportunidade de receber o Dr. José Carvalho, que nos apresentou o repositório de conteúdos educativos que está actualmente a ser desenvolvido pela TecMinho.

Repositório TecMinho

  

posted by marta at 3:18 pm  

Segunda-feira, Junho 11, 2007

A evolução da Tecnologia

No seguinte link poderás observar a evolução dos computadores.

posted by marta at 2:19 pm  

Domingo, Maio 13, 2007

Ferramenta de concepção de e-conteúdos para e-learning (EXE)

Ferramenta de Concepção de E-conteúdos para E-LearningNo dia 11 de Maio de 2007, durante a aula de Educação à Distância (Mestrado em Educação-especilização em Tecnologia Educativa), tivemos a oportunidade de receber a visita da Eng. Ana Dias, cujo objectivo foi apresentar um projecto que  tem como objectivo o desenvolvimento de recursos didácticos. Para isso estão associadas duas tecnologias, a primeira é a ferramenta de autor para a concepção de e-conteúdos (EXE) e um repositório de conteúdos e-learning. A segunda tecnologia é o desenvolvimento de um curso de formação à distância tendo como objectivo a criação de e-conteúdos e –learning. No que se refere ao repositório, este será um repositório sedeado nos Serviços de Documentação da Universidade do Minho. Actualmente este repositório ainda não possui um título definitivo, mas no entanto, o título aproximar-se-á de “Repositório e-Learning” ou “Repositório de Conteúdos Educativos”.

A ideia principal deste projecto é a produção de conteúdos, isto é objectos de aprendizagem de áreas diversas (por exemplo por professores), utilizando algumas normas. Sendo que estes objectos se possam congregar e depositar num repositório. Ou seja, através da utilização de algumas ferramentas de compactação de conteúdos, os objectos de aprendizagem que se juntam, formam um conteúdo ainda maior, formando pacotes de conteúdos. Todas estas tarefas estariam baseadas em normas (exemplo Scorm) e entrariam num LMS (Moodle, Blackboard). Em suma, inicialmente temos um autor de e-conteúdos, que vai criar e-conteúdos a partir da ferramenta de autor, seguidamente colocará esses e-conteúdos no repositório. Após esta colocação dos e-conteúdos no repositório. Estes poderão ser utilizados consulta por parte de formandos mas também para utilização pelo professor na aula. 

Após a apresentação do projecto e da respectiva ferramenta, tivemos a oportunidade de poder experimenta-la e analisá-la. Sendo que através das nossas sugestões e opiniões esta ferramenta possa ser melhorada.

posted by marta at 9:38 am  

Domingo, Maio 13, 2007

Blogs: Um recurso e uma estratégia pedagógica

O termo “blog” é a abreviatura do termo original  da língua inglesa “weblogs”.

O Termo weblog foi utilizado pela primeira vez em 1997 por Jon Barger. De forma geral, um weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada com grande frequência através da colocação de mensagens e apresentadas de forma cronológicas, sendo as mensagens mais recentes apresentadas em primeiro lugar.

É de salientar que o inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee é também o criador do primeiro weblog.

É possível encontrar milhares de blogs na internet abrangendo toda a diversidade de temas, dos mais específicos aos mais gerais.

O sucesso dos blogs está associado provavelmente ao facto de constituírem espaços de publicação na web, facilmente utilizáveis por internautas sem conhecimentos de construção de websites, e frequentemente sem custos para os criadores.

- Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:

. um espaço de acesso a informação especializada;

. um espaço de disponibilização de informação por parte do professor.

- Enquanto estratégia pedagógica, os blogs podem assumir a forma de:

. um portefólio digital;

. um espaço de intercâmbio e colaboração;

. um espaço de debate;

. um espaço de integração.

Em suma e corroborando com a opinião da Dra. Maria João Gomes sobre o desenvolvimento dos blogs: “não estamos perante uma moda passageira mas sim perante um novo recurso que pode suportar diversas estratégias de ensino e de aprendizagem”.

VII Simpósio Internacional de Informática Educativa - SIIE05

Leiria, Portugal, 16-18 Novembro de 2005

Maria João Gomes, Universidade do Minho. 

posted by marta at 8:52 am  

Domingo, Abril 15, 2007

Portefólio: que definição?

A Enciclopédia Hachette on-line define portefólio do seguinte modo:

portefólio (porfoljo) n. masc. (de l’ital. porta fogli). Ensemble de feuilles, d’estampes ou de photographies, regroupées ou assemblés sous emboîtage.

A sua natureza pode, pois, assumir diversas formas, manifestando-se, por exemplo, através da colecção, num álbum, de um conjunto de fotografias de família ou do conjunto de poemas que um jovem poeta tenha compilado para, junto de um possível editor, o convencer da mais-valia do seu perfil artístico. No domínio da educação, a definição de portefólios é a seguinte:

“Os portefólios são colecções sistemáticas feitas pelos alunos e pelos professores. Podem servir de base para examinar o esforço, a melhoria, os processos e o rendimento, assim como para responder às exigências habitualmente feitas por métodos mais formais de avaliação. Através da reflexão sobre as colecções sistemáticas de trabalho de um aluno, os professores e os alunos podem trabalhar em conjunto, no sentido de compreenderem as forças do aluno, as suas necessidades e os seus progressos”. (Tierney et alii, 1991:41).

deste modo, o portefólio pode ser visto como uma colecção significativa dos trabalhos do seu autor que ilustram os seus esforços, os seus progressos e as suas realizações num ou diferentes domínios.

BERNARDES Carla, MIRANDA B. Filipa (2004). Portefólio, uma escola de competências. Porto Editora.

posted by marta at 8:25 am  

Domingo, Abril 15, 2007

Bienvenu à tous.

Este portefólio digital surge no âmbito da disciplina de “Educação a Distância”, leccionada pela professora Dra. Maria João Gomes, no Mestrado em Educação, especialização em Tecnologia Educativa.

Este portefólio visa reflectir sobre os diferentes aspectos da Tecnologia educativa e em particular sobre a Educação a Distância.

posted by marta at 8:08 am  

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